No curso desta semana, iniciamos com mais uma leitura do Evangelho, onde diz que as leis de Moisés foram necessárias para o povo daquela época. Eram leis que pintavam um Deus temido e não um Deus de amor, ensinado por Jesus. Ainda hoje, temos essa dificuldade. Encaramos Deus como um juiz, com medo, alguém que irá nos castigar. Mas o homem não precisa desse temor, pois já tem dentro de si a consciência do certo e do errado.
Em seguida, começamos as discussões sobre o resumo da doutrina, que foi narrado à Allan Kardec, pelos espíritos que participaram da codificação e está contido na parte VI da Introdução do Livro dos Espíritos. O primeiro ponto e único que conseguimos discutir diz o seguinte: “Deus é eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom”.
Deus é eterno. Se tivesse tido princípio, teria saído do nada, ou, então, também teria sido criado, por um ser anterior. É assim que, de degrau em degrau, remontamos ao infinito e à eternidade.
É imutável. Se estivesse sujeito a mudanças, as leis que regem o Universo nenhuma estabilidade teriam.
É imaterial. Quer isto dizer que a sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria. De outro modo, ele não seria imutável, porque estaria sujeito às transformações da matéria.
É único. Se muitos Deuses houvesse, não haveria unidade de vistas, nem unidade de poder na ordenação do Universo.
É onipotente. Ele o é, porque é único. Se não dispusesse do soberano poder, algo haveria mais poderoso ou tão poderoso quanto ele, que então não teria feito todas as coisas. As que não houvesse feito seriam obra de outro Deus.
É soberanamente justo e bom. A sabedoria providencial das leis divinas se revela, assim nas mais pequeninas coisas, como nas maiores, e essa sabedoria não permite se duvide nem da justiça nem da bondade de Deus.
Discutimos ainda que dizer que “Deus é quem quis assim” é jogar a nossa responsabilidade para ele, e é o que muitas religiões ensinam.
Mas Deus está muito acima das paixões terrenas.
A existência de Deus é provada em tudo que foi criado e que não é obra do homem.
As pessoas se revoltam com o que acontece de ruim em suas vidas.
Nós queremos tudo de Deus, e nós o que fazemos?
Os participantes do grupo contaram algumas experiências de conhecidos que perderam entes queridos. Quando isso acontece, alguns se afastam de Deus, outros se aproximam.
Quando algo de ruim acontece, acham que é castigo de Deus.
Os pais não entendem a partida dos filhos, que às vezes já completaram a estadia na Terra.
A palavra recorrente é “por que?”
Tudo tem uma razão, não devemos achar que Deus é culpado.
A sensação que temos quando perdemos um ente querido é que Deus nos traiu.
Mas Deus não é cruel
Nós temos uma visão restrita, não sabemos o que aconteceu em outras vidas, não sabemos o planejamento feito para esta encarnação.
Sofremos também porque ainda não temos a certeza da vida além dessa. A dúvida é que gera a revolta.
O entendimento das leis divinas, explicadas pelo Espiritismo, ajuda a amenizar a dor.
“Filhos são jóias que Deus nos emprestou para cuidarmos, mas que um devem ser devolvidas a ele”. Eles nos foram confiados para que nós contribuíssemos com seu processo evolutivo.
Temos que aprender a praticar o amor sem apego.
“Perder” também é uma palavra muito usada, mas os entes queridos não são propriedade nossa. É egoísmo pensar assim.
Não é errado chorar a morte de um familiar ou amigo, o que não devemos é cair no desespero.
Se entendêssemos o processo do desencarne, não choraríamos, pois o espírito se liberta do fardo pesado.
É como voltar para casa, depois das férias, pois estamos aqui de passagem, essa não é nossa verdadeira casa.
Somos espíritos que têm um corpo, e não o contrário.
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