Disponibilizamos o conteúdo de discussão do G.E.D.E. (Grupo de Estudo da Doutrina Espírita), abordado no dia 14.06.
Item 02 (Resumo da Doutrina Espírita, citado na parte VI da Introdução do Livro dos Espíritos)
“(Deus) Criou o Universo, que abrange todos os seres animados, e inanimados, materiais e imateriais”.
Item 03
“Os seres materiais constituem o mundo visível ou corpóreo, e os seres imateriais, o mundo invisível ou espírita, isto é, dos Espíritos”.
Nosso comentário, para auxiliar o raciocínio:
Sendo Deus, a causa primária de todas as coisas, somente poderíamos atribuir a este ser (superior) a criação de tudo que está a nossa volta e que não conseguimos apontar um autor (humano) para tal obra...
Alguns “cientistas”, tentam atribuir tudo aquilo que não conseguem uma explicação plausível, ao acaso... E nós, motivados pelo senso divino (queEle deseja que tenhamos na condução de nossas vidas), pergunto: O que é o acaso? E de onde vem o acaso? De outro acaso?
A verdade é que não possuímos o sentido para compreender a essência deste Deus que a tudo criou. Possuímos os sentidos para a condução da matéria: visão, audição, olfato, etc.. Para todo o resto, é necessário desenvolvimento, do contrário, por aqui não estaríamos.
Nossa necessidade de materializar a tudo, se estende também ao criador.
Ontem, ao assistir ao jogo de futebol, o atleta levantou a camisa com os dizeres: “Deus é fiel”. Podemos fazer duas frentes de raciocínio:
- Quem diz que Deus é fiel, abre a possibilidade de que ele não o seja.
- Se o Deus do artilheiro o ajudou, quer dizer o do goleiro não fez o mesmo?
Percebem a nossa pequeneza? Deus (a palavra) sugere algo muito maior que os nossos sentidos podem alcançar neste momento.
O Livro dos espíritos, tenta nos explicar algumas coisas em relação a nossa relação com Deus e nossa possibilidade de compreender sua existência:
Pergunta n. 4 - Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?
“Num axioma que aplicais às vossas ciências. Não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá. Para crer-se em Deus, basta se lance o olhar sobre as obras da Criação. O Universo existe, logo tem uma causa. Duvidar da existência de Deus é negar que todo efeito tem uma causa e avançar que o nada pôde fazer alguma coisa.
Pergunta n. 5 - Que dedução se pode tirar do sentimento instintivo, que todos os homens trazem em si, da existência de Deus?
“A de que Deus existe; pois, donde lhes viria esse sentimento, se não tivesse uma base? É ainda uma consequência do princípio — não há efeito sem causa.”
Pergunta n. 6 - O sentimento íntimo que temos da existência de Deus não poderia ser fruto da educação, resultado de ideias adquiridas?
“Se assim fosse, por que existiria nos vossos selvagens esse sentimento? Se o sentimento da existência de um ser supremo fosse tão -somente produto de um ensino, não seria universal e não existiria senão nos que houvessem podido receber esse ensino, conforme se dá com as noções científicas.
Pergunta n. 7 - Poder-se-ia achar nas propriedades íntimas da matéria a causa primária da formação das coisas?
“Mas, então, qual seria a causa dessas propriedades? É indispensável sempre uma causa primária. Atribuir a formação primária das coisas às propriedades íntimas da matéria seria tomar o efeito pela causa, porquanto essas propriedades são, também elas, um efeito que há de ter uma causa.
Pergunta n. 8 - Que se deve pensar da opinião dos que atribuem a formação primária a uma combinação fortuita da matéria, ou, por outra, ao acaso?
“Outro absurdo! Que homem de bom-senso pode considerar o acaso um ser inteligente? E, demais, que é o acaso? Nada.”
A harmonia existente no mecanismo do Universo patenteia combinações e desígnios determinados e, por isso mesmo, revela um poder inteligente. Atribuir a formação primária ao acaso é insensatez, pois que o acaso é cego e não pode produzir os efeitos que a inteligência produz. Um acaso inteligente já não seria acaso.
Pergunta n. 9 - Em que é que, na causa primária, se revela uma inteligência suprema e superior a todas as inteligências?
“Tendes um provérbio que diz: Pela obra se reconhece o autor. Pois bem! Vede a obra e procurai o autor. O orgulho é que gera a incredulidade. O homem orgulhoso nada admite acima de si. Por isso é que ele se denomina a si mesmo de espírito forte. Pobre ser, que um sopro de Deus pode abater! Do poder de uma inteligência se julga pelas suas obras. Não podendo nenhum ser humano criar o que a Natureza produz, a causa primária é, conseguintemente, uma inteligência superior à Humanidade. Quaisquer que sejam os prodígios que a inteligência humana tenha operado, ela própria tem uma causa e, quanto maior for o que opere, tanto maior há de ser a causa primária. Aquela inteligência superior é que é a causa primária de todas as coisas, seja qual for o nome que lhe deem.
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